Quero me casar com você porque é a primeira pessoa que quero ver ao acordar pela manhã e a única que quero dar um beijo de boa noite. Porque a primeira vez que vi essas mãos, não pude imaginar não poder segurá-las. Mas principalmente, porque quando se ama alguém como eu te amo, casar é a única coisa a fazer.

"o bocejo é uma forma do nosso organismo mostrar que estamos com 10% de energia" ENTÃO MINHA BATERIA ESTÁ VICIADA

(Source: bonde-do-tigrao, via jujujujujujubs)

2 weeks ago
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Te ver e não te querer é improvável, é impossível. Te ter e ter que esquecer é insuportável, é dor incrível. É como mergulhar num rio e não se molhar. É como não morrer de frio no gelo polar. É ter o estômago vazio e não almoçar. É ver o céu se abrir no estio e não se animar. É como esperar o prato e não salivar. Sentir apertar o sapato e não descalçar. É ver alguém feliz de fato sem alguém pra amar. É como procurar no mato estrela do mar. É como não sentir calor em Cuiabá, ou como no Arpoador não ver o mar. É como não morrer de raiva com a política. Ignorar que a tarde vai vadia e mítica. É como ver televisão e não dormir, ver um bichano pelo chão e não sorrir. É como não provar o néctar de um lindo amor depois que o coração detecta a mais fina flor.
Esse negócio de “eu só me arrependo do que eu não fiz” nunca me emocionou. Arrependa-se de algumas coisas que você fez também. É bonito saber que nem todas as suas decisões foram acertadas. É lindo saber que no meio de tudo o que você julgava perfeito ainda cabia uma parcela considerável de erro. O que você não fez, faça e erre. O que você fez errado, refaça e tente acertar dessa vez. Mas não me venha mais com esse heroísmo de só se arrepender do que não fez: isso é covardia velada.
Sou teu ar, o irmão mais velho que nunca teve, teu anjo, teu sonho, teu fogo, aquele ursinho que caiu no poço quando era uma guriazinha esguia em 1991. Tem dias que cuido das tuas costas, outro cuido da bata rosa que adora usar e não sabe passar a ferro, outro cuido do teu mundo perfeito, do filme que vai passar, do teu banho, do teu bastante caldo de feijão com pouco sal, das tuas havaianas 35, encardida, verde-água, perdida na varanda.
Eu quero saber meu problema. Mesmo. Você me conhece há dez anos. Você, sempre que me encontra, deixa claro: “se precisar de alguma coisa, qualquer coisa”. E eu agora to precisando. Quero saber qual é o meu problema. Onde eu tô errando? Ele então respirou profundamente. Se ajeitou na cadeira. Desligou seus cinco celulares pra não ser interrompido. O grande momento havia chegado. Ele poderia me dizer tudo aquilo que ficou entalado em sua garganta. Aquilo que eu nunca permiti verdadeiramente que um homem ou qualquer pessoa me dissesse. Eu não estava contando uma história e pedindo conselho. Eu estava pedindo pra que me dissessem “o problema”. Eu estava pedindo ajuda ao homem mais maduro e vivido e esperto que eu conhecia. Ele então olhou com sua cara de águia míope pro garçom “não me interrompa agora caso tenha amor pela vida”. E pegou na minha mão. E apertou minha mão. E ficou muito sério. É agora, eu pensei. O único homem que realmente poderia me ajudar. Isso vai mudar a minha vida. Vai, fala logo. E ele se aproximou e disse, bem devagar, e baixinho, no meu ouvido: “Não olha agora, mas o cara da mesa ao lado é igualzinho o Shrek”.